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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Santos da Casa: Silêncio: a magia dos mais pequenos tem prioridade

1. O Futebol parece ser um artefacto intransponível. Nem a própria crise consegue deter a sua popularidade. A seleção nacional alcançou a meia final no europeu da Polónia e Ucrânia. FC Porto, SL Benfica e Braga voltam a pontear a Liga dos Campeões com o brilho nacional que não ofusca a luz que Sporting, Marítimo e Académica emanam na Liga Europa.

É com este cenário que o Desporto em Viana “abraça” o futebol. Como o tempo está para a apostar nos jovens, manda a prudência seguir a profecia. E na época de estreia, seis equipas da AFVC abrilhantam as competições das camadas jovens da FPF: três no escalão de iniciados, uma em juvenis e mais duas (ambas de Ponte de Lima) na segunda divisão de juniores.

Contudo, há muitos “Harry Potter” espalhados pelas provas da AFVC. E, mais uma vez, o DEV irá acompanhar todos os passos das futuras de gerações de ronaldos e nani(s) – de outros também – vianenses. Mantendo-nos abertos a todo o tipo de colaborações, o foco principal incidirá nos emblemas da, bela, Princesa do Lima.

2. A Juventude de Viana arrancou esta semana para mais uma temporada. Muitas mudanças e apenas uma certeza: depois de voos altos, esta será a primeira época do resto da vida laranja. Uma queda natural aos confins da modalidade. Uma reorganização premente é fundamental para, a curto prazo, devolver a Juventude ao seu lugar, de forma estável: à I divisão. 

Afonso Lima é um importante reforço para os juniores da Juventude de Viana. Um sinónimo de ambição de um clube que há duas temporadas consecutivas marca presença no campeonato nacional. Chegou a hora de abraçar a corrida ao cetro distrital? A seu tempo, veremos!

João Santos

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Opinião: “Como é possível passar de segundo classificado a despromovido?”

A Juventude de Viana é um dos “filhos” da terra mais querido pelos vianenses. A derrota em Monserrate, no passado sábado, ditou o regresso do clube laranja à segunda divisão. O percurso laranja, ao longo de 2010/2011, foi longo e sinuoso, acabando com a descida às catacumbas do Hóquei em Patins. Os adeptos laranjas procurarão as mais diversas respostas para a dúvida que assalta todos os espíritos: “Como é possível passar de segundo classificado a despromovido?”. 

Apesar do desfecho final, há uma verdade que é indesmentível: a Juventude de Viana foi briosa na forma como lutou, até ao último suspiro, por uma manutenção que deixou sempre bem claro estar ao seu alcance. A prestação laranja nas derradeiras jornadas da prova emitiu sinais que acalentaram a esperança de todos os vianenses que nunca deixaram de estar de mãos dadas com a sua equipa em Monserrate. 

Importa regressar ao final da temporada passada, quando em julho de 2010, o então Presidente António Longarito pediu a suspensão do seu mandato, por motivos profissionais. Rui Natário, um dos vice-presidentes, tomou as rédeas do clube, de forma a evitar a queda do colosso. No entanto, o pior estava para vir. Luís Viana e Paulo Almeida roeram a corda e seguiram para o SL Benfica, um gigante que iria oferecer melhores condições aos atletas. O goleador vianense foi o terceiro melhor anotador, com 51 golos, que ajudaram as águias a estar na discussão do título, até à derradeira ronda. Paulo Almeida esteve para assumir o comando técnico da Juventude, acabando integrado na estrutura técnica dos lisboetas. 

Assim, o emblema de Viana teve de encontrar outras soluções, com a época demasiado à porta. O ex-capitão da equipa laranja, Pedro Neto, aceitou o desafio, saindo a meio da época, devido aos maus resultados. Recorde-se que o início de campeonato não foi fácil para a Juventude, com quatro derrotas diante de colossos da modalidade (Benfica, Óquei de Barcelos, Candelária e Oliveirense). O primeiro ponto conquistado surgiu na receção ao Espinho, à quinta ronda, numa igualdade (4-4) consentida depois de os vianenses terem estado a vencer por dois golos. Seguiu-se um empate em Valongo, para na jornada seguinte chegar o primeiro triunfo, na receção ao Limianos, à sétima jornada. 

A derrota em Tomar e o empate em Cascais, perante adversário diretos, ensombraram a vitória sobre o HC Braga. O ponto alto da época aconteceu com o vergar do campeão em Monserrate, a que se seguiu uma impensável derrota no reduto do Cambra, na ocasião lanterna vermelha. Até ao final da primeira volta, mais quatro pontos colocavam a Juventude no décimo lugar com 16 pontos, dois acima da linha de água. Apesar da má entrada no campeonato, os vianenses tinham arrumado a casa, vivendo em águas, ligeiramente mais calmas. Referir que nesta fase, como em outras do campeonato, as novas regras do Hóquei foram madrastas para a Juventude, com o critério da arbitragem a prejudicar grosseiramente a Juventude de Viana. O caso mais visível acabou por ser em Barcelos, no derby com o Óquei local. 

Genericamente, refira-se que a segunda volta foi de quebra de Juventude. Em 14 encontros realizados, registam-se quatro triunfos, com Limianos, SC Tomar, Cascais e Cambra. A primeira vitória aconteceu no reduto do Limianos, após seis derrotas consecutivas. Os triunfos sobre o Tomar e Cascais limparam as contas da primeira volta, com uma derrota em Braga pelo meio. No entanto, as derrotas com FC Porto e Gulpilhares asfixiaram os três pontos conquistados com o Cambra. Proibida de perder em Porto Santo, a Juventude de Viana voltou a deixar a nu as dificuldades em jogar fora de casa, onde venceu apenas na casa do lanterna vermelha Limianos, que conseguiu mais pontos fora de portas (nove contra os seis da Juventude). O percurso laranja encerrou com mais uma derrota, agora em Monserrate, com o Física. 

Identificado outro problema dos vianenses (jogar fora de casa), será importante reavaliar outras situações. Além de Luís Viana e Paulo Almeida, a Juventude de Viana perdeu jogadores como Pedro Alves e Sapo (que apenas jogou meia época, na passada temporada). Os jovens contratados Diogo Fernandes, Zé Pedro e Hugo Costa vieram trazer a irreverência que a equipa necessitava, mas faltou mais experiência aos vianenses, em dados momentos da época, essencialmente com adversários diretos. Esse facto explica o porquê da Juventude claudicar na finalização (outro facto indesmentível é que os vianenses criaram inúmeras ocasiões por jogo), enquanto os seus opositores não. 

Numa época onde Didi surgiu a meio da temporada como timoneiro da embarcação laranja, fica o registo de uma entrega brutal por parte dos jogadores laranjas. Johe surgiu a meio da temporada para suprir a falha de um goleador temível. Com exceção de um ou outro jogo, Johe não conseguiu ser o D. Sebastião laranja que levasse o clube à salvação, apesar de toda a entrega dada e exibições positivas realizadas. Com dez golos apontados, o angolano ficou atrás de André Centeno (15 golos) e de Didi e Diogo Fernandes, com 18 golos. O melhor marcador da Juventude de Viana foi Hugo Costa com 27 golos, ocupando o 20º lugar em termos absolutos de campeonato. 

Em artigo de opinião, publicado no portal mundook.net, Passo Lomba “responde” de forma precisa à dúvida que lançou o mote a esta reflexão: “a culpa é de todos! Direção, equipa técnica e plantel”… “descemos porque não conseguimos ser em ringue superiores aos outros!”. Tem a palavra quem sabe, embora quem acompanhe o clube saiba do valor desta equipa que, esperemos, em breve voltará para o lugar que é o seu.

João Santos

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A semana num jogo

Golo

Infantis e Iniciados da EDV (Hóquei) – Apesar de seguirem na terceira posição dos respectivos campeonatos regionais do Minho, ambas as formações auri-negras estão com um pé na fase nacional da prova, dada a larga vantagem para o quarto classificado. Uma demonstração de que o Hóquei continua bem vivo em Viana do Castelo, continuando a ser uma das bandeiras da cidade. Vitórias atrás de vitórias levam a que estes meninos mereçam maior atenção dos vianenses.


Jogada


Equipa de sub18 da EDV (Basquetebol) – Após conquistar o primeiro lugar da fase regular, a formação vianense levou a sério o alerta deixado no Municipal de Paredes de Coura. Na primeira fase, o BC Coura havia vencido a EDV, surpreendendo tudo e todos. No jogo 1 da meia-final, do campeonato distrital de juniores, os auri-negros não se deixaram surpreender, triunfando por 17 pontos de vantagem. A final está a apenas uma vitória de distância, sendo certo que o facto casa esta do lado da EDV.


Desconto de Tempo


Seniores do VCV – Capazes do melhor e do pior, no mesmo encontro. Na deslocação ao reduto do CF Aliança, os pupilos de Julião Basto quase venceram o primeiro set com uma exibição quase imaculada de erros. Nada faria prever que, nos restantes parciais, os vianenses iriam deixar uma pálida imagem do seu real valor. Vários erros no serviço e na recepção deitaram por terra as aspirações de vencer na 13ª jornada da divisão A2.


Expulsão


Santa Luzia FC – Derrota completamente inesperada no reino do Pioneiros. À entrada para a 12ª jornada da série A da III Divisão, a formação de Bragança era a lanterna vermelha da prova. Os vianenses perderam num terreno onde estavam proibidos de perder pontos, uma vez que se tratava de um adversário directo, caindo para o último lugar. Mesmo beneficiando das derrotas dos adversários directos, a diferença pontual para a linha de água já se cifra na casa da dezena de pontos. Os campeonatos começam a perder-se assim.


João Santos



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