Durante a manhã, automóveis, autocarros e camiões circularam em marcha lenta e bloquearam a principal entrada na cidade de Viana do Castelo, cerca de uma hora. Foi um dos maiores protestos contra as portagens realizados na região, onde o Presidente da Câmara fez questão de marcar presença.
"Não podemos voltar à Idade Média, não queremos o concelho de Viana do Castelo isolado e esta manifestação será em defesa da economia e do emprego, porque queremos condições favoráveis para que as nossas empresas continuem a empregar pessoas e a gerar riqueza", afirmou o José Maria Costa, há escassos dias durante uma conferência de imprensa, juntamente com o movimento de utentes da região.
O movimento "Naturalmente não às portagens na A28", utentes e autarcas fazem assim frente ao Governo, não aceitando a política de "facto consumado" na introdução de mais portagens nas ex-Scut.
Querem refutar a possibilidade de instalação de 15 novos pórticos de cobrança de portagens, cinco dos quais no distrito de Viana do Castelo, conforme documento enviado pelo Governo à 'troika' no final de 2012.
Segundo dados da autarquia, desde a introdução de portagens na A28, entre Viana do Castelo e Porto, a economia da região caiu 30% e a relação com a Galiza foi "seriamente afetada".
"Com mais portagens, teremos mais deslocalização de empresas. O Governo deve fazer as contas e entender que vai causar mais desemprego e insolvências com estas medidas, aumentando os custos sociais e os seus encargos. Ou seja, terá mais prejuízo do que as receitas que pode ir buscar", prosseguiu José Maria Costa.
Recentemente foi aprovada a redução de 30% de pagamento nas portagens das antigas SCUT a motociclos equipados com dispositivo de cobrança electronica, com efeitos a partir de Março, afirmou à Lusa fonte da Estradas de Portugal (EP).
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