Apesar de não ser uma prova integrada em nenhum campeonato ou com pódio, este evento trouxe a Cardielos várias equipas e atletas individuais, de várias zonas, que andaram entre campos e montes, desfrutando do cenário e do tempo favorável. Enquanto isso, cerca de 40 caminhantes trilharam 8 Km num passeio pedestre que passou por S. Silvestre. Os do passeio chegaram naturalmente primeiro.
Na categoria média, os atletas do ACR Roriz (Barcelos) inscreveram-se na hora e seguraram as primeiras posições, chegando juntos à meta. “Foi com muita força de vontade, ajuda e sacrifício que conseguimos chegar na frente”, sublinhou Fábio Poças que não meteu água e chegou em 2º lugar (2:06.51), seguido pelo colega de equipa Lucas Fernandes (2:07.11), ambos juniores que fazem competição e estão mais habituados ao cross.
Participaram pela primeira vez e conseguiram dar a visibilidade que queriam à equipa, mas chegar na frente não era o objectivo. “Foi coincidência este resultado. É um percurso duro como eu gosto”, contou o experiente Carlos Rodrigues, que é director desportivo e chegou na frente a abrir caminho.
Estes três atletas foram a “cantar de galo” pelo seu desempenho, porém todos os atletas que chegavam a meta mostravam sensação de dever cumprido. Com as cores vianenses, ainda nos 30km, seguiram-se José Ribeiro (2:14.57) da Via Bike; António Rocha (2:19.06) da Lacoviana e Leandro Freitas (2:21.51), da Viana Cycles. A primeira mulher, Claúdia Sá, chegou à passagem da 2:30.06.
No cumprimento do 45km as chegadas dos vianenses não deram hipóteses à “concorrência”. Tiago Vieira (2:31.40) dos Queimados, Filipe Machado (2:31.42) da Lima Bike e Nuno Arieira (2:31.47) dos Queimados, chegaram quase em simultanêo à meta. O conhecimento do terreno pode ter contribuido, mas tal como nos 30 km, nunca o objectivo foi chegar na frente, claro que, acontecendo isso, a satisfação é ainda maior. Em brincadeira, o trio afirmou mesmo “só é pena não haver mais subidas”.
Todavia para estes conhecedores do terreno o percurso era duro e marcado por subidas. “Encarei como um passeio e um divertimento”, dizia Tiago. Inclusivamente, os Queimados, Viana Cycles e a Junta de Freguesia de Cardielos ajudaram na organzização do evento.
O Largo de Cardielos foi pequeno para a chegada dos atletas que, apesar de cansados, ainda deram tratamentos vip’s às suas bicicletas. Não havia prémios ou pódio, no entanto aplicava-se a poesia de Miguel Torga: “Em qualquer Aventura o que importa é partir, não é chegar”. Puderam não completar o percurso, de 30 Km ou 45 km, ou até mesmo atalhar, todavia aproveitaram cada minuto em contacto com a natureza.
Marisa Ribeiro
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