Todos os condutores deviam saber esta informação, mas não sabem (ou não querem saber). E, como tal, o ano de 2012 terminou da pior forma para vários ciclistas internacionais e, de maneira menos violenta mas também maldosa, para Rui Sousa. Como habitual, o ciclista, acompanhado por César Fonte e outros três ciclistas, saiu de casa para um treino normal, que terminou com uma paragem mínima de dois meses.
Em pouco tempo, o acidente, que segundo as testemunhas foi provocado intencionalmente por uma marcha-atrás violenta do condutor, chegou às redes sociais e aos jornais. A Comunicação Social quebrou o “pacto” de apenas publicitar o ciclismo na Volta a Portugal e preencheu páginas de jornais e minutos televisivos.
Ainda que o (mau) hábito tenha sido interrompido, é preciso continuar a alertar os condutores para o facto de que os ciclistas amadores ou profissionais são pessoas e não objectos. Por isso, no próximo sábado, em várias cidades do país vai acontecer a manifestação “Basta de atropelamentos”, que pretende promover a “convivência pacífica” e o “respeito pelos modos suaves”.
Nunca Viana do Castelo teve tantos cicloturistas e, por isso, nunca foi tão importante alertar a sociedade para os perigos da estrada. Da próxima vez que se deparar com um ciclista na sua frente não tente ultrapassá-lo a toda a velocidade. Afinal de contas, um ciclista é um utilizador da estrada que se encontra ainda mais vulnerável que o condutor de um automóvel.
A norma em Portugal dita que só depois da desgraça se muda algo. Não podemos ficar à espera que esse infortúnio ocorra. Todos devemos e temos que dar o exemplo.
Fabíola Maciel
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