O desporto em Portugal (sobre)vive do esforço, paixão e abnegação de poucos. No entanto, e infelizmente, desse reduzido número de apaixonados são raros os que promovem o desporto. Num esforço, de certa forma egoísta, apenas se interessam em promover a sua modalidade. Por isso, é com naturalidade que comummente todos eles critiquem o “bicho papão” futebol. É este que recebe todos os apoios de empresas e câmaras, mas em vez de procurarem soluções, preferem acatar as migalhas ou cair na acusação fácil.
Assim, como se critica a visão centrípeta no futebol, também é de notar que cada modalidade pensa demasiado em si, tendo reticências em copiar os bons exemplos de outras, tanto a nível de regras de jogo como de modelos competitivos.
No fundo, o que pretendo com esta reflexão é chamar atenção para o facto de vivermos num país sedentário, que pouco apoia o desporto, mas também que os agentes desportivos confortam-se com o pouco que têm.
Cada vez menos vejo ser promovido o ecletismo, assistindo-se a uma especialização precoce, como já afirmou o professor Nuno Esperança, e uma forte pressão social para que as crianças “escolham” determinada modalidade. É preciso rever as modas. Urge dar condições às equipas. Para bem do desporto é preciso liberta-lo de tudo o que lhe prende o desenvolvimento.
Boa semana desportiva a todos!
José Domingos Ribeiro
responsável pelo DEV
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