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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Volta a Portugal: Rui Sousa continua colado à amarela na subida à Torre

A 7ª etapa da Volta a Portugal poderia ter gerado mais diferenças entre os dez primeiros, mas a boa forma dos principais candidatos ao triunfo final levou a que tudo ficasse na mesma. A Efapel-Glassdrive protagonizou vários ataques durante o percurso e até Rui Sousa chegou a acelerar para destabilizar o pelotão.

Porém, o barroselense teve sempre na sua roda o camisola amarela, Sergio Pardilla (MTN-Qhubeka). “Cheguei a uma altura em que decidi poupar o máximo de energia para amanhã”, vincou Rui Sousa à RTP. Assumindo o papel de sombra de Rui Sousa, o atual líder assegurou a manutenção dos lugares cimeiros da classificação geral e adiou a decisão final para as próximas etapas.

César Fonte manteve-se ao lado de Rui Sousa durante grande parte do percurso, mas acabou por chegar à meta quatro minutos depois do vencedor Raul Alarcon (Louletano-Dunas Douradas). Na sequência deste atraso, o corredor de Vila Franca do Lima desceu para a 15ª posição.

A Torre do tudo ou nada
A 8ª etapa da 75ª Volta a Portugal traz a tradicional subida ao alto da Torre. Se esta é uma das etapas mais temidas, a luta renhida pela camisola amarela dá ainda mais importância à etapa rainha.

Com partida de Oliveira do Hospital, o pelotão enfrentará 166,3 quilómetros até à ansiada chegada à Torre. O percurso integra três metas volantes e três Prémios de Montanha (Portela do Arão – 1ª categoria, Lagoa Comprida – 1ª categoria e Alto da Torre – Prémio Especial).

Por ter o mesmo tempo que o camisola amarela, Rui Sousa não esconde que a 8ª etapa irá decidir o primeiro lugar. “Vou dar o meu melhor e espero ter um dia ‘sim’”, revelou á RTP. Rui Sousa conhece bem a subida à Torre, onde arrecadou uma vitória em 2008 na 70ª Volta a Portugal. À sua espera estarão muitos vianenses que, em dois autocarros cheios, partirão cedo da Princesa do Lima.


Fabíola Maciel

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Volta a Portugal: Efapel-Glassdrive poupa esforços para atacar na Torre

Foto: Volta a Portugal Oficial
A 6ª etapa da Volta a Portugal foi ganha pelo francês Maxime Daniel (Sojasun) com um “sprint” em Castelo Branco.

Durante muitos quilómetros, a fuga de Carlos Oyarzun (Louletano-Dunas Douradas) e Amaro Antunes (Ceramica Flaminia-Fondriest) conseguiu aguentar isolada na frente da corrida, mas a equipa da Caja Rural – que ambicionava dar a segunda vitória ao português Manuel Cardoso – imprimiu um ritmo forte no comando do pelotão. 

E se o esforço de uns é o descanso de outros, pode dizer-se que a Efapel-Glassdrive teve uma etapa bastante tranquila. Sem pressões para anular a fuga e pressionada a poupar forças para os desafios que se avizinham, a formação de Rui Sousa e César Fonte cumpriu o objetivo principal: manter o ciclista barroselense com o mesmo tempo que o camisola amarela (Sergio Pardilla, da MTN-Qhubeka).

A classificação geral continua, portanto, inalterada, com Rui Sousa na 2ª posição e César Fonte no 8º lugar, a 39 segundos do líder.

A Torre de todas as decisões

Se no Xadrez, a torre é apenas uma peça que ajuda a alcançar o xeque-mate, na Volta a Portugal, a Torre assume o papel de Rei. A estratégia decisiva começará a ser jogada esta quinta-feira, no dia em que o pelotão português coloca o primeiro pé na tão temida montanha.

A 7ª etapa parte das Termas de Monfortinho e, após 176,3 quilómetros, chegará a Gouveia. Durante o percurso, o pelotão enfrenta três metas volantes e três Prémios de Montanha, um em Idanha-a-Nova de 4ª categoria, outro nas Penhas Douradas de 2ª categoria e o último nas Penhas da Saúde de 1ª categoria, que servirá de “aquecimento” para a dura etapa de sexta-feira.

A 8ª etapa será a rainha de todas as decisões, mas esta quinta-feira ajudará – tal como aconteceu na etapa da senhora da Graça – a decidir quem assume os lugares cimeiros da classificação geral.


Fabíola Maciel

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Volta a Portugal: Ser ou não ser (este o seu ano)? Eis a questão!

Rui Sousa anda nas bocas dos portugueses. Uns por espanto, outros por contentamento pelo segundo lugar do ciclista de Barroselas, que regista o mesmo tempo do camisola amarela Sérgio Pardilla (MTN-Qhubeka). Com “meia” volta percorrida, Rui Sousa é conotado como o mais sério candidato a vencer a Volta, sabendo que terá de provar o favoritismo, que lhe está a ser endereçado, na estrada.

Os triunfos dos últimos anos solidificam esta popularidade. Depois de ter ficado na 3ª posição em 2012 e 2011 e de ter conquistado a Torre em 2008, o barroselense volta nesta edição a provar que a idade não é um obstáculo.

Na retina, vai saltitando a imagem de Rui Sousa a cortar a meta em Santa Luzia. A prova dos nove surgiu no alto da Senhora Graça, quando muitos já questionavam a sua condição física. Será mesmo este o ano em que o vianense irá conquistar o cetro nacional? Uma resposta que só os próximos episódios poderão documentar-nos, contudo no “reino” do vianense reina a “felicidade” e a tranquilidade.

“Etapa da Torre é decisiva”


A veterania rouba a capacidade de explosão aos ciclistas, mas polvilha-os de prudência. Com os pés bem assentes no chão, Rui Sousa considera que a “etapa da Torre é decisiva”, esperando estar no auge da sua condição, para tirar o melhor proveito possível de uma segunda parte da volta que “agrada muito” a Rui Sousa.
João Santos e Fabíola Maciel

Volta a Portugal: César alimentado por uma Fonte que não pára de brotar energia


O oitavo lugar na geral, à entrada para o dia de descanso da Volta, não espelha tudo o que de bom César Fonte tem feito. A 39 segundos do camisola amarela (Sérgio Pardilla, da MTN-Qhubeka), o ciclista de Vila Franca do Lima mantém-se firme nos intentos de “trabalhar em prol da equipa”.

Quem não se recorda da escalada a Santa Luzia ou do comboio, conduzido por si, na subida ao Alto da Senhora da Graça? Provas de que o “imperador” está num grande momento de forma que o próprio confirma. “Tenho demonstrado que sou dos ciclistas mais fortes”, analisa César Fonte, fazendo “um balanço bastante positivo” da primeira parte da Volta a Portugal.

Apesar da boa prestação já realizada, o sonho de conquistar uma etapa não baila na mente do vianense. “Se à partida ainda acreditava na possibilidade de voltar a vencer uma etapa, por esta altura essa ideia já nem entra no meu pensamento”, confessa.

Se dúvidas houvesse sobre a grande prestação de César Fonte, acrescentem-se novos factos: o 11º lugar na classificação dos pontos, com um total de 17, a que se juntam mais nove pontos na corrida pelo Prémio da Montanha (12ª posição). Convém não perder de vista a liderança da Efapel-Glassdrive, por equipas, igualmente, com o cunho pessoal do imperador vianense.

João Santos e Fabíola Maciel

Volta a Portugal: Uma pausa antes da entrada na “alta” montanha de todas as decisões


No equador da edição diamante da Volta à Portugal, a terça-feira foi um dia de descanso para todos os ciclistas do pelotão. Entre treinos ligeiros e muito repouso, antes das derradeiras etapas que podem determinar a classificação geral final.

Em linguagem do “futebolês”, tão bem compreendida entre os nativos lusitanos, diga-se que a Volta se encontra no intervalo. Na “primeira parte”, os vianenses têm estado em destaque, com Rui Sousa e César Fonte a ocuparem lugares de destaque na tabela.

Antes da escalada à Torre ou do contrarrelógio, que poderão fazer convergir para si todas as decisões, esta quarta-feira, o pelotão terá pela frente uma tirada de 180 quilómetros que liga a Sertã a Castelo Branco.

A sexta etapa contempla três metas volantes. A primeira será em Vila Real ao quilómetro 46, seguindo-se Oleiros aos 92 quilómetros e, por último, em Castelo Branco a menos de 30 quilómetros da meta. A abrir, haverá um Prémio de Montanha de 4ª categoria, em Besteiros. 


João Cerqueira Santos

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Volta a Portugal: Rui Sousa vai descansar “colado” ao camisola amarela



Terminou a primeira parte da 75ª Volta a Portugal. Na etapa desta segunda-feira pouco mudou na classificação geral e a chegada ao sprint permitiu a Rui Sousa a manutenção da 2ª posição com o mesmo tempo que o camisola amarela Sergio Pardilla (MTN – Qhubeka).

Também César Fonte chegou com o pelotão e assegurou o 8º lugar na classificação geral, a 39 segundos do líder. O corredor de Vila Franca do Lima integrou uma fuga, que foi prontamente anulada pelo pelotão.

Com os corredores juntos à chegada, o forte ataque do português Manuel Cardoso (Caja Rural) valeu-lhe a vitória da etapa e a conquista da camisola vermelha dos pontos, que anteriormente pertencia a Rui Sousa.

O descanso merecido

Depois de uma primeira parte repleta de montanhas e etapas mais exigentes do que as edições anteriores da prova rainha do ciclismo português, cumpre-se esta terça-feira o dia de descanso.

A caravana segue viagem para a fase decisiva da corrida na quarta-feira, numa etapa de 180 quilómetros entre a Sertã e Castelo Branco.

Fabíola Maciel

domingo, 11 de agosto de 2013

Volta a Portugal: Rui Sousa dá ar da sua Graça e iguala amarela


A mágica etapa da Senhora da Graça prometia separar o “trigo do joio” e assim foi. Para além da dificuldade natural do Monte Farinha, também as altas temperaturas levaram à desistência de muitos corredores. Apesar das várias tentativas de fuga, apenas o ataque de Sergio Pardilla (MTN - Qhubeka) a poucos quilómetros do final lhe valeu a vitória da 4ª etapa e da camisola amarela.

Porém, esta conquista é partilhada com Rui Sousa, uma vez que ambos têm o mesmo tempo na classificação geral. O desempate travou-se no total de lugares alcançados nas anteriores etapas e, por ter terminado em piores posições, o corredor de Barroselas fica no 2º lugar da classificação geral.

Rui Sousa confessou à RTP que “o intuito era vestir a amarela”, mas assegurou que está confiante. “Enquanto há corrida há sonho, vontade e convicção”, vincou, acrescentando que vai continuar a lutar pela vitória final da 75ª Volta a Portugal. Por agora, o barroselense enverga a camisola vermelha, por ser o ciclista com mais pontos.

O seu companheiro de equipa, César Fonte, ajudou-o na subida, mas não teve forças para o levar até bem perto da linha da meta. O corredor vianense desceu ao 8º lugar na classificação geral, a 39 segundos do camisola amarela.

O diretor desportivo da equipa que integra os vianenses disse à RTP que “o Rui fez uma excelente prova e está de parabéns”, salientando que “naturalmente será o corredor para quem a equipa irá trabalhar”. O esforço da Efapel-Glassdrive durante toda a etapa valeu-lhes a liderança por equipas.

A etapa antes do descanso

A caravana da Volta a Portugal efetua esta segunda-feira a última etapa antes do tão desejado dia de descanso. A 5ª etapa liga Lousada a Oliveira do Bairro em 177,3 quilómetros com três metas-volantes e quatro prémios de montanha. A partida simbólica será às 12h35 e a chegada está prevista para as 17h37.

sábado, 10 de agosto de 2013

Volta a Portugal: Sousa e Fonte partem para a Graça a quatro segundos da camisola amarela



A etapa deste sábado antecipava um final difícil em curvas e contracurvas e, num sprint muito disputado, foi Délio Fernandez (OFM - Quinta da Lixa) quem conquistou a vitória.

A Efapel-Glassdrive comandou o pelotão durante grande parte dos 164,4 quilómetros, lutando contra uma fuga de Hélder Oliveira (OFM – Quinta da Lixa) e Márcio Barbosa (LA Alumínios – Antarte).

Logo após a passagem do vencedor pela meta, César Fonte e Rui Sousa cruzaram também a linha final, assegurando a manutenção do 2º e 3º lugares, respetivamente. A chegada em conjunto do pelotão permitiu aos vianenses manter os quatro segundos que os separam do camisola amarela, Marcel Wyss (IAM Cycling). 


O dia G 


Este domingo, o pelotão da 75ª Volta a Portugal enfrenta uma das etapas mais duras. Como se a subida ao alto da Senhora da Graça não fosse exigente o suficiente, o percurso deste ano integra mais dificuldades do que o habitual. Adivinham-se, portanto, muitas mudanças na classificação geral.

A 4ª etapa parte de Arouca e termina em Mondim de Basto após 181,4 quilómetros, tendo chegada prevista para as 17h35. No ano passado, Rui Sousa foi o primeiro a cortar a meta neste local, juntando à sua carreira um triunfo na segunda etapa mais importante da prova rainha do ciclismo português.

Fabíola Maciel

Foto: site oficial 75ª Volta a Portugal 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Volta a Portugal: Em Viana, Sousa é quem mais ordena!

Juntos na vitória, Rui Sousa e César Fonte de braços bem abertos
Na chegada a Santa Luzia, com a Princesa do Lima como pano de fundo, Rui Sousa, ciclista natural de Barroselas, levou ao rubro a multidão presente. Vencedor da etapa desta sexta feira, beneficiando do engano no percurso do colega de equipa Joni Brandão e do búlgaro Danail Petrov (Caja Rural) já nos metros finais, o corredor da Efapel-Glassdrive cortou a linha de meta ao sprint, num festejo [n.d.r. Olhos bem abertos] que diz bem do significado desta tirada para um dos adorados filhos da terra.

Além da vitória na etapa, que contou com o prémio de montanha de 3.ª categoria, Rui Sousa conquistou a liderança dos trepadores, vestindo assim a Camisola Azul. "Esta vitória, a mais desejada, é o concretizar de um sonho, e, evidentemente, é a cereja em cima do bolo. São emoções e sensações inesquecíveis, que ficam para a vida. Quero ganhar a Volta a Portugal, mas triunfar na minha cidade, junto aos meus adeptos, nesta paisagem linda, é uma emoção indescritível. Gostava de ter conseguido já hoje a Camisola Amarela para a dedicar a todos os que me apoiam. Agradeço a toda a gente que se deslocou aqui, foi um grande espetáculo de ciclismo", afirmou, à RTP, o corredor de 37 anos.

Ouvido pelo Desporto em Viana, o também vianense César Fonte, colega de equipa e amigo de Rui Sousa, destacou o "dia perfeito", onde "o objetivo da equipa era ter o menos gasto possível e subir lugares na classificação geral. Ver o Rui é uma sensação única. Sei que esta vitória é muito importante, vai dar-lhe ainda mais força para vencer a Volta a Portugal", concluiu.

Rui Sousa deu uma alegria aos vianenses, em particular
No decorrer de grande parte da etapa, um grupo de dez fugitivos comandou a linha da frente, mas apenas Joni Brandão (Efapel-Glassdrive) e Alfredo Balloni (Flaminia) conseguiram resistir praticamente até ao final, absorvidos também eles pelo pelotão. No término da tirada, quando já se preparava o sprint final, Brandão, campeão nacional de estrada, acabaria por sofrer uma queda com Danail Petrov, permitindo assim a Rui Sousa soltar o grito triunfante de vitória, a primeira portuguesa na competição.

À partida para etapa três desta 75.ª Volta a Portugal em Bicicleta, num percurso de 165,8 quilómetros, entre a Trofa e Fafe, o suíço Marcel Wyss (IAM Cycling) lidera a prova rainha do ciclismo nacional, seguido, respetivamente, pelo Vila Franquense César Fonte (Efapel-Glassdrive), hoje [sexta feira] quarto classificado, e Rui Sousa, com uma diferença de quatro segundos.

Pedro Borlido

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Volta à Portugal: Maratona da volta termina com César a dançar o “kankan” na 8ª posição



Na chegada a Aveiro, o russo Alexander Serov foi o herói da primeira etapa da volta. Numa longa jornada, onde foram percorridos perto de 203km, o ciclista da Cervelo fugiu na derradeira curva e, com a meta à vista, ergueu os braços para festejar a sua quinta vitória na carreira. Entre os vianenses, grande destaque para César Fonte que conquistou o oitavo lugar, com o mesmo registo do vencedor. Rui Sousa foi 47º, com o mesmo tempo que o pelotão

O forte vento condicionou a ação dos ciclistas, numa tirada que se desenrolou a baixo ritmo. Ishanov (Astana) e Van Zandbeek (Team de Rijke) animaram o início da corrida, dividindo entre si os pontos da meta volante nas Caldas da Rainha e o prémio da montanha, na Nazaré. A fuga seria anulada, com Adrian Lopez e Walter Silva a saltarem para a cabeça da corrida, uma fuga que viria a ser novamente anulada, desta feita, com a colaboração da Efapel que trabalhou na frente do pelotão. 

Na luta pela amarela, tudo na mesma, com Christoph Pfingsten (Team Rijke) a liderar a prova. César Fonte e Rui Sousa mantêm-se perto, a 11 segundos de distância do alemão. Fábio Silvestre (Leopard Trek) é o melhor jovem. Alexander Serov lidera a competição dos pontos e Roman Van Zandbeek enverga a camisola de líder da montanha, enquanto a Team Rijke-Shanks lidera colectivamente. 

Dupla Chegada a Santa Luzia 

Esta sexta, regressam à Princesa do Lima as emoções da volta. Refira-se que Santa Luzia acolherá duas chegadas. A primeira, a acontecer pelas 16 horas, será referente à Volta à Portugal do Futuro, prova destinada a atletas cadetes, com idades entre os 18 e os 23 anos. Os mais “graúdos”, onde se espera que César Fonte e Rui Sousa possam dar nas vistas, deverão cortar a meta pelas 17h20. 

Numa etapa com partida de Oliveira de Azeméis, com extensão de 187,2km, os ciclistas entrarão em Viana pela Ponte Eiffel. Até lá seguirão pela estrada nacional 13, desfilando, entre outros locais, por Barroselas. Haverá três metas volantes (Vila Nova de Gaia, Trofa e Póvoa do Varzim) e duas contagens de montanha: a primeira em S. Pedro da Cova (4ª categoria) e o Alto de Santa Luzia, de 3ª categoria. 

João Cerqueira Santo

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Volta a Portugal: Afinem as bicicletas que agora é a sério


A Volta de Diamante teve hoje a primeira pedalada em pleno coração da cidade de Lisboa. Muitos foram os aplausos e os sorrisos dos aficionados do ciclismo, mas também dos turistas que passavam. Esses viam uma mancha cor-de-rosa a passar e perguntavam: “E estes quem são?”. Com a resposta na ponta da língua, um lisboeta vestido a rigor diz: “Esta é a Efapel-Glassdrive, a melhor equipa portuguesa”. 



Não passam despercebidos os ciclistas vianenses que vão disputar a prova rainha do ciclismo até 18 de agosto. Ao DEV, Rui Sousa garantiu estar em “perfeitas condições” para arrecadar a camisola amarela e admitiu ter “algum nervosismo” apesar da longa experiência. 

“Sei que é difícil, mas espero no dia 18 vestir a amarela”, confessou. Sobre o prólogo, o ciclista vianense disse não ter “um percurso muito agradável, que proporciona quedas”, mas vincou que o objetivo “era dar espetáculo”.

Ao seu lado esteve e estará César Fonte. Depois de ter vencido uma etapa no ano passado, o corredor de Vila Franca do Lima quer repetir o feito e, por isso, “sempre que tiver oportunidade” será aproveitada. “Viana é uma delas”, revelou ao DEV.

A meta mais importante é ajudar o conterrâneo a vencer e, segundo César Fonte, há condições para que tal aconteça: “Olho para o Rui e vejo que está muito bem. Acredito que é este o ano do Rui.”

A Efapel-Glassdrive foi a melhor equipa portuguesa no prológo e encontra-se a 11 segundos da Cycling de Rijke/Shanks, que foi a mais rápida e deu a camisola amarela a Christoph Pfingsten. 



A mais longa etapa da Volta 


Dizem os especialistas que, este ano, a Volta a Portugal, exige mais esforço dos ciclistas. Neste sentido, a 1ª etapa é também a mais longa. Do Bombarral a Aveiro serão percorridos 203,3 quilómetros. Este primeiro dia de etapa conta com três Prémios Volante e um Prémio de Montanha de 4ª categoria.

Ao contrário das edições anteriores, o sistema de bonificações foi eliminado das contagens, pelo que os tempos contados serão os reais.


Fabíola Maciel

sexta-feira, 15 de março de 2013

Ciclismo: César Fonte e Rui Sousa vão disputar Clássica Aveiro-Fátima

A equipa Efapel-Glassdrive, da qual fazem parte César Fonte e Rui Sousa, vai participar no próximo domingo na Clássica Aveiro-Fátima/Troféu LabMed. A competição integrada no calendário da Federação Portuguesa de Ciclismo parte da cidade de Aveiro e termina em Fátima.

Durante o percurso, a caravana vai passar pelo castelo de Leiria e de Ourém, enfrentando dois Prémios de Montanha de 2ª Categoria.

A prova de 171 quilómetros conta com a presença de seis equipas profissionais portuguesas, da seleção nacional de sub-23, de várias formações sub-23 e de dois esquadrões estrangeiros – o americano Optum e o inglês Zapp´s Pro Cycling.

A equipa da Efapel-Glassdrive será composta também por Filipe Cardoso, Nuno Ribeiro, Sérgio Sousa, Jony Brandão, Arkaitz Duran, Ricardo Vilela, Hernani Broco e Marco Cunha.

Fabíola Maciel

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ciclista: Rui Sousa atropelado sofre fratura

Foto: DR
Rui Sousa e César Fonte, ciclistas da Efapel/Glassdrive foram atropelados hoje, dia 28, ao início da tarde, na rotunda de Darque. Rui Sousa sofreu uma fratura no sacro e está impedido de treinar por tempo indeterminado. César Fonte encontra-se bem, embora com hematomas e escoriações. Os dois ciclistas sofreram o acidente conjuntamente com Sandro Pinto (Efapel-Glassdrive) e Rui Costa (Saertex Portugal|Bicicletas Lavarinhas), que impediram o condutor de fugir.

Rui Sousa, pouco depois de conhecer o seu diagnóstico, publicou uma mensagem no seu perfil no facebook com o título: "É DIFÍCIL SER CICLISTA". Na declaração o ciclista começa por revelar toda a sua tristeza e raiva. "Hoje sinto que a morte esteve realmente perto (...) Onde está o respeito, onde está o civismo, até onde vai a loucura das pessoas", questiona o ciclista, contando depois o sucedido.


"Hoje, fui literalmente esmagado entre um carro e uma carrinha, porque o senhor condutor do carro, em plena rotunda, fez marcha atrás, de propósito e não me assassinou por milagre...". O ciclista que faz cerca de 30 mil quilómetros por ano nas estradas portuguesas escreveu ainda angustiado: "Sinto que um assassino me estragou a preparação. Agora derramo lágrimas por ter de estar inactivo durante um período indeterminado. E ELE VAI CONTINUAR A SUA VIDINHA... Eu terei de estar deitado a recuperar e a alucinar porque a bicicleta e a estrada é a minha vida", escreveu.

Apesar do infortúnio, Rui Sousa promete voltar ainda mais forte, apelando ainda que os condutores respeitem os ciclistas e a velocidade.

Ciclismo: Rui Sousa, César Fonte e Sandro Pinto sofrem acidente (ATUALIZADO)

foto: DR
Rui Sousa, César Fonte e Sandro Pinto, ciclistas da Efapel-Glassdrive, e Rui Costa (Saertex Portugal|Bicicletas Lavarinhas), sofreram esta manhã um acidente, em Darque, segundo o página oficial de facebook da Saertex Portugal|Bicicletas Lavarinhas. Acompanhada de uma fotografia do acidente, o post tem sido partilhado, comentado e atualizado com informação sobre os ciclistas.

"César Fonte informou que está bem, embora com hematomas e escoriações", pode-se ler nos comentários. Rui Sousa está a fazer exames.

Em declarações à agência Lusa, Rui Sousa contou o sucedido. "Estávamos a treinar normalmente, entrámos na rotunda de Darque e, quando já estávamos completamente na rotunda, há um carro que aparece e quase nos leva a todos". De acordo com o terceiro classificado da Volta a Portugal de 2012, o condutor, depois de discutir com o grupo de ciclistas, tentou pôr-se em fuga, fazendo marcha atrás e encostando-o a uma carrinha.

"Ao fazer marcha atrás, esmagou-me contra uma carrinha. Acertou-me na zona da anca, apanhou o César de lado. Comecei a gritar e não sei se puxou o carro à frente, mas caí no chão e não conseguia mexer a perna esquerda", continuou o corredor de Barroselas, que criticou a falta de respeito dos condutores portugueses pelos ciclistas. O condutor que provocou o atropelamento tentou a fuga mas foi impedido pelos outros ciclistas. Sandro Pinto e Rui Costa encontram-se bem.

atualizado
José Domingos Ribeiro

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Ciclismo: Rui Sousa será chefe de fila da Efapel-Glassdrive na próxima época

A época 2012/2013 do ciclismo vai trazer muitas mudanças nas equipas portuguesas e, para os vianenses, é sinal de boas notícias. Com a saída de David Blanco e Sérgio Ribeiro da Efapel-Glassdrive, Rui Sousa vai assumir o lugar de chefe de fila na formação do Porto.

O ciclista barroselense mostrou-se contente com a responsabilidade e assumiu ao DEV que “este ano é tudo ou nada”. “Este tem que ser o meu ano”, acrescentou.

A equipa comandada por Carlos Pereira integra também os vianenses César Fonte e Sandro Pinto, e é completada por Nuno Ribeiro, Hernâni Broco, Sérgio Sousa, Ricardo Vilela, Filipe Cardoso, Marco Cunha, Joni Brandão e Arkaitz Duran.

Fabíola Maciel

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Rui Sousa: “Fiz uma das melhores, senão a melhor Volta a Portugal”

Foto: ©Carlos Rocha | www.carlosrocha.eu
O nome dispensa apresentações. No historial tem triunfos na Senhora da Graça e na Torre, a conquista da camisola de Montanha e de Campeão Nacional de Estrada. Falta apenas vestir a camisola amarela no final de uma Volta a Portugal.

Este ano conseguiu mais uma vez a conquista de um 3º lugar no pódio. À quarta vai ser de vez? 
Sim, é verdade, é o meu terceiro pódio na Volta a Portugal. Normalmente, o ditado diz que à terceira é de vez, mas comigo não resultou. A ver se sou a exceção à regra e à quarta é de vez.

A partida em Viana do Castelo e a passagem por Barroselas empurraram para a vitória? 
Sem dúvida, é um sentimento único. Queria agradecer a todos o apoio nesse dia e só com uma vitória é que o faria. Foi um dia perfeito.

Qual foi o melhor momento desta Volta? Foi, sem dúvida, a minha vitória na Senhora da Graça. Para mim, ficará para a história.

O que pensa quando vê os portugueses a gritarem o seu nome na estrada? O sentimento é maravilhoso. Sinto a força de cada grito, de cada apoio. É sinal que o nosso trabalho é reconhecido.

Qual é o segredo da Efapel-Glassdrive para amealhar tantas vitórias? Bem, sem dúvida alguma, o espírito de equipa, de luta, de garra e de dedicação de cada um em prol dos colegas. Não há vitórias sem o grande apoio de todos os colegas.

Com tantos ciclistas de qualidade numa só equipa, alguma vez sentiu que era impossível conjugar os interesses gerais e individuais? A nossa equipa está bem estruturada. Cada ciclista sabe o trabalho e empenho que tem que fazer e nisso o diretor, Carlos Pereira, é muito sério em cada reunião. Quando assim é, os resultados aparecem.

Carlos Pereira afirmou ao DEV que é quem ajuda a unir a equipa e a resolver os problemas. Sente que a Efapel-Glassdrive não seria tão forte sem o Rui Sousa? Claro que não, sou mais um elemento dentro da equipa. É evidente que sendo o mais velho há um respeito maior por mim. Faço sempre com que a equipa esteja unida porque só assim os resultados aparecem.

Como viu a vitória de César Fonte? Foi excelente. É um amigo acima de tudo, com quem treino diariamente, juntamente com o Sandro Pinto. Vencer na Volta é maravilhoso e foi uma satisfação redobrada ser ele a vencer. É um ciclista jovem em ascensão que ainda vai dar muito ao ciclismo. 

Foto: ©Carlos Rocha 
Que balanço faz da 74.ª Volta a Portugal? O balanço foi excecional. Vencemos a Volta a Portugal e eu pessoalmente penso que fiz uma das melhores, senão a melhor Volta a Portugal destes quinze anos de profissional. Vencer uma mítica Senhora da Graça, vencer a camisola azul, fazer 3º lugar da geral final, foi excelente.

Muitos comparam-no ao Vinho do Porto (“Quanto mais velho melhor”). Sente realmente que a carreira tem vindo a crescer de época para época? Sem dúvida, ano após ano me encontro melhor. A experiência destes anos tem sido fundamental, mas sinto que ainda posso vencer e a minha motivação para treinar é cada vez maior.

O que é que as pessoas ainda não viram do Rui Sousa? Bem, penso que ainda não me viram a vencer uma Volta, mas farei tudo para o verem um destes anos. Tenho estado cada ano melhor e espero ainda crescer mais rumo a uma vitória numa Volta.

No próximo ano, Viana do Castelo recebe uma chegada de etapa. Gostaria que fosse disputada entre si e o César Fonte? Isso seria excelente, mas é evidente que é muito difícil até porque normalmente essa etapa é de transição, logo será relativamente fácil.

Os vianenses já conhecem e seguem bem de perto o ciclismo nacional? Sim. Nestes últimos anos noto que as pessoas da nossa região estão muito mais atentas e seguem literalmente a Volta a Portugal. É preciso não esquecer que, este ano, na Volta a Portugal só houve três vitórias portuguesas, duas de vianenses e uma do Sérgio Ribeiro, que também é do Norte de Portugal.

Quais são as metas para a próxima época? As minhas metas passam pelo Campeonato Nacional, mas evidentemente que depende do percurso. E claro, a Volta a Portugal, esse é o meu maior objectivo.

Vai continuar no ciclismo até ter a derradeira Camisola Amarela da Volta vestida? Vou continuar enquanto me sentir capaz de lutar pela vitória. Enquanto tiver motivação para treinar e enquanto sentir prazer naquilo que faço.

Fabíola Maciel

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ciclismo: César Fonte renova com Efapel/Glassdrive

O vianense garantiu ao Desporto em Viana, em primeira mão, que ficará na equipa Efapel/Glassdrive. Apesar da ambição de integrar uma equipa estrangeira, César Fonte renovou o contrato por mais um ano com a formação do Porto.

O ciclista disse ao DEV que “estar na melhor equipa portuguesa acabou por pesar mais na balança” e acrescentou que o seu objetivo passa por “continuar a trabalhar bem e tentar fazer ainda melhor na próxima época”.

Fabíola Maciel

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

César Fonte: “Gostava de dar o salto para uma equipa estrangeira”

Que expetativas e objetivos tinhas para a 74ªVolta a Portugal?
Dias antes de começar a competição estava com grandes expetativas de realizar uma grande Volta. Este ano planifiquei a época de uma maneira diferente. Concentrei-me mais na Volta a Portugal, abdicando de estar em plena forma noutras competições. À partida sabia que objetivo da equipa era vencer a Volta a Portugal e, portanto, o meu objetivo era realizar um grande trabalho em prol da equipa, ajudando sempre ao máximo os nossos líderes. Nunca meti em primeiro lugar os meus interesses pessoais, mas, muitas vezes, em circunstâncias da corrida surgem oportunidades e sabia que, se tal viesse acontecer, tinha que aproveitar essa oportunidade ao máximo porque podia ser única na competição.

Há um mês imaginavas que era possível vencer uma etapa?
Sinceramente, não. Sabia que estava em grande forma e tinha valor para vencer, mas a realidade também dizia que estava inserido numa grande equipa com grandes nomes do ciclismo português e que tinha grandes responsabilidades em lutar pela vitória na Volta a Portugal. Portanto, à partida não ia com ideias em grandes resultados pessoais. Claro que estamos a falar na Volta a Portugal, a corrida mais importante para o nosso calendário, em que não é nada fácil vencer uma etapa e a prova disso é que só três portugueses conseguiram este feito este ano.

A quem dedicas essa vitória?
Em primeiro lugar, como é óbvio aos meus pais e ao meu irmão, se não fosse o apoio deles quando era mais novo muito provavelmente hoje não era ciclista profissional. Dedico também à restante família, aos meus amigos, em especial ao grupo de amigos do futebol M. Pinto (eles são grandes) e também a todos os meus ex-treinadores das equipas de formação por onde passei. Sem eles isto não era possível e, por último, a todas as pessoas que eu próprio não conheço pessoalmente mas que gritaram pelo meu nome durante a Volta.

Foto: Carlos Rocha
No dia seguinte foste recebido em Viana do Castelo pela tua família e amigos. O que sentiste quando viste um mar de gente ansioso por te felicitar? 

Na verdade, são estes os momentos que valem tudo. Ganhar uma etapa na Volta a Portugal era um sonho, mas ter a oportunidade de poder sair da minha cidade com a família e muitos amigos presentes no dia a seguir depois de o conseguir foi fabuloso. São momentos que não se descrevem com palavras mas, sim, sentem-se e muito.

Como viveste a vitória do Rui Sousa na Senhora da Graça?
Foi um dia perfeito. O Rui é muito mais do que um colega de equipa, é um grande amigo, e, por isso, vê-lo vencer uma das etapas mais míticas da Volta a Portugal foi mais um grande momento de felicidade. Continua a demonstrar uma grande força física e a somar currículo. Quem sabe para o ano consiga finalmente vencer a Volta a Portugal.

Surpreendeste também no contra relógio individual. Esperavas ter um resultado tão bom numa etapa com estas caraterísticas?
Sei que é o meu ponto fraco, mas sinceramente estava à espera de melhorias no contrarrelógio. Treinei muitas horas este ano na bicicleta de contrarrelógio quando noutros anos quase nem o fazia. Optei também por marcar presença na prova nacional de contrarrelógio só com o objetivo de melhorar com vista ao futuro. Para já, o resultado de todo o treino específico que fiz foi positivo.

Com uma Volta a Portugal tão intensa, consegues definir um momento favorito para ti?
Ganhar uma etapa foi histórico. Foi, sem dúvida, um grande momento, muito provavelmente o mais importante até hoje na minha carreira. Mas, na verdade, esse fim de semana foi muito marcante. Eu e o Rui Sousa conseguimos ganhar as etapas que partiram do nosso concelho, melhor era quase impossível.

A Efapel-Glassdrive foi desde cedo apontada como a equipa favorita para a Volta a Portugal. Quais foram os ingredientes que vos levaram ao sucesso?
A nossa equipa é uma autêntica parada de estrelas do ciclismo português, mas nem sempre é fácil uma equipa triunfar com tantos valores. Nesse aspeto, o nosso diretor Carlos Pereira tem todo o mérito. Delineou um objetivo claro e todos nós sabíamos que papel tínhamos dentro da equipa. Depois, todo nosso profissionalismo transformou isso em resultados.

Como é o ambiente na equipa?
O ambiente é bom, apesar de algumas entradas na equipa este ano tudo continua igual ao que já era noutras épocas.

É bom ter dois colegas de Viana do Castelo?
Sim, claro. Viana do Castelo sempre foi uma terra de grandes valores no ciclismo e poder ter dois colegas na equipa é bastante produtivo para todos nós, porque basicamente treinamos sempre juntos e depois também temos a sorte de correr com os mesmos objetivos. O Rui Sousa é o mais experiente e uma referência do nosso ciclismo. Tenho aprendido e continuo aprender bastante com ele. Tenho tido uma grande evolução, mas muita devo ao Rui Sousa. O Sandro Pinto é o mais novo. Foi o seu primeiro ano como profissional mas tem muito potencial e um grande futuro pela frente. Era muito bom para todos surgirem mais ciclistas profissionais em Viana. 

 
Sentes que não só os vianenses, mas também os portugueses em geral conhecem o teu nome e te apoiam?
Sim, talvez seja normal porque a Volta a Portugal é a corrida mais mediática do país, mas, na verdade, foi um pouco estranho de repente ser conhecido e apoiado por muita gente. Mas é muito bom.

O que podemos esperar do César Fonte na próxima época?
A única coisa que posso prometer é que vou continuar a trabalhar como até hoje. Quero continuar a evoluir cada vez mais e quem sabe na próxima época consiga dar mais um passo, principalmente na Volta a Portugal.

Que metas queres alcançar no futuro?
Eu gostava de dar o salto para uma equipa estrangeira que me poderia dar a oportunidade de fazer outro tipo de calendário, como participar nas corridas mais importantes do mundo, mas se não surgir a oportunidade vou certamente concentrar-me na Volta a Portugal. Com o passar dos anos começo a perceber que posso ser um ciclista para discutir a Volta a Portugal no futuro.

No próximo ano, Viana do Castelo vai receber uma chegada de etapa. Gostarias que fosse disputada entre ti e o Rui Sousa?
Era excelente um de nós conseguir vencer na nossa cidade. Era bonito, mas depende do tipo de etapa que teremos pela frente. Eu e o Rui somos ciclistas talhados para a montanha e normalmente a etapa com chegada a Viana costuma ser uma etapa fácil, com chegada ao sprint e se assim for será muito complicado consegui-lo.

Os vianenses já conhecem e seguem bem de perto o ciclismo nacional?
Viana sempre teve grande história na modalidade e grandes ciclistas. Nos últimos anos, o Rui Sousa tem tido grandes performances na Volta, mas acho que o ciclismo está outra vez a ganhar a importância que teve no passado na cidade. Este ano foi uma grande Volta para nós ciclistas de Viana e acaba por ser normal os vianenses olharem com outros olhos para o ciclismo. Quero aproveitar para agradecer ao Desporto em Viana por continuar a fazer um grande trabalho em prol da nossa modalidade na nossa cidade.

Fabíola Maciel

domingo, 26 de agosto de 2012

Volta a Portugal: Rui Sousa veste bronze azulado, César Fonte termina em 13ºlugar

Quem recorda a Volta a Portugal de 2011 certamente confundirá a etapa de hoje com a homóloga. O mesmo percurso, as mesmas vitórias, a mesma sensação de dever cumprido, apenas se somam melhores resultados. David Blanco (Efapel-Glassdrive) sagrou-se pela quinta vez vencedor da Volta a Portugal em bicicleta, numa etapa conquistada ao sprint por Van Rensburg (MTN/Qhubeka).

Rui Sousa voltou a subir ao pódio para ser aplaudido pelo 3ºlugar na classificação geral, a apenas 57 segundos do camisola amarela. E como se o bronze não fosse suficiente, Rui vestiu a camisola Azul e sagrou-se também líder da montanha, após vencer na Senhora da Graça e ter sido o segundo a cruzar a meta na Torre.

O barroselense afirmou ao DEV que teve “uns dias excelentes porque as pessoas apoiaram-me de uma forma alucinante, mesmo as que não são de viana e não me conhecem”. Salientou ainda o trabalho da equipa e confessou que “só falta mesmo a vitória da Volta” e acrescentou “para o ano estarei cá para isso”. O vianense foi hoje recebido no Largo de São Sebastião, em Barroselas, por todos os seus apoiantes.

Em relação ao conterrâneo e colega de equipa assegurou que “vamos ter um homem excelente para o futuro”. Esta confiança é justificada pela imagem positiva que César Fonte deixou na competição, já que, em 2011, ficou na 25ªposição, mas este ano subiu ao 13ºlugar, a 5 minutos e 13 segundos do líder. O vilafranquense assumiu na sua página de Facebook que “o objectivo foi cumprido” e resumiu a Volta com as seguintes palavras “Quatro etapas, montanha, amarela e a melhor equipa, não se pode pedir mais”.

Em termos gerais, Van Rensburg (MTN/Qhubeka) arrecadou a camisola dos Pontos, David de la Cruz (Caja Rural) a da Juventude e a Efapel-Glassdrive foi a melhor equipa em prova.

Por agora, o Desporto em Viana vai deixar os corredores vianenses descansar, mas nos próximos tempos publicaremos entrevistas exclusivas para lhe contar o que não conseguiu ver na 74ªVolta a Portugal. Termina assim a maior festa do ciclismo nacional com a certeza de que para o ano há mais.

Fabíola Maciel

sábado, 25 de agosto de 2012

Volta a Portugal: Rui Sousa e César Fonte surpreendem no contrarrelógio

Fora das suas especialidades, os corredores vianenses deram o tudo por tudo para manter os lugares da classificação geral ou até superá-los. E assim foi. Rui Sousa assegurou a 3ªposição e está a 57segundos do líder enquanto que César Fonte subiu ao 13ºlugar, a 5 minutos e 13 segundos do Camisola Amarela.

O contrarrelógio individual foi ganho por Alejandro Marque (Carmim/Prio) em 38 minutos e 15 segundos. David Blanco (Efapel-Glassdrive) consolidou a liderança e afastou-se do segundo classificado, Hugo Sabido (LA Antarte).


10ªEtapa: O dia da consagração final

E porque o que é bom acaba depressa, é chegado o último dia da 74ªVolta a Portugal. Com partida de Sintra e chegada em Lisboa, a caravana vai percorrer 149,5 quilómetros para a consagração do derradeiro conquistador da camisola Amarela. A etapa tem início marcado para as 13h20.

Fabíola Maciel